Maioria é contra diminuir fotossensores; 37% pedem melhor sinalização

Segundo o Datafolha, parcela expressiva dos entrevistados quer fiscalização eletrônica com sinalização mais visível. Mas a maioria é contra reduzir número de radares. Para 18%, quantidade deveria ser até maior.

João Marcelo Senajoaomarcelosena@opovo.com.br

Mais de dois terços dos fortalezenses não querem a diminuição do número de fotossensores na Capital. Segundo pesquisa O POVO/Datafolha, 67% dos entrevistados se posicionaram contra a redução na quantidade de equipamentos de fiscalização eletrônica no trânsito.

Dentro desse universo, o maior percentual foi dos que acham que a Prefeitura deve promover mudanças não número, mas na sinalização dos fotossensores. Na opinião de 37% dos pesquisados, os equipamentos deveriam ser mais visíveis.

Menos de um quarto dos entrevistados (24%) afirmaram defender diminuição no número de fotossensores. E 18% defendem o oposto, ao dizerem que deveria aumentar o número de equipamentos de fiscalização eletrônica. Para 12%, o uso de radares deveria permanecer como está, sem nenhuma mudança. No cálculo dos que são contrários à diminuição da quantidade, O POVO somou os que acham que não deve haver mudança, os que são favoráveis ao aumento e os que defendem que o número permaneça o mesmo, mas com fiscalização mais clara.

Segundo a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), são 354 pontos ativos de fiscalização eletrônica espalhados por Fortaleza e monitorados pelo órgão. O superintendente da AMC, Arcelino Lima, revela que não está nos planos do órgão aumento considerável do número de fotossensores.

Quanto à sinalização, o superintendente explica que o Código de Trânsito Brasileiro não obriga os órgãos de fiscalização a identificar para os motoristas os equipamentos. Mas, garante que a AMC aplica sinalização vertical, por placas, em todos os radares.

Os fotossensores estiveram entre os assuntos que mais geraram discussão no 1º turno da eleição em Fortaleza. O debate foi puxado pelo candidato Heitor Férrer (PSB), que propôs tirar metade dos radares, sob o argumento da existência de “indústria da multa”.

A polêmica não ficou restrita ao âmbito local. Em São Paulo, o candidato eleito no 1º turno, João Dória (PSDB), teve como uma das principais bandeiras de campanha o aumento do limite de velocidade nas vias paulistanas. Promessa usada como contraponto às medidas adotadas pelo atual prefeito e candidato derrotado no pleito paulistano, Fernando Haddad (PT).

Números

354 é o número de fotossensores na Capital monitorados pela AMC

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Fonte: G1 12/10/2016