Acidentes com mortes nas BRs que cortam o CE caem 14,7 %

1.953 abalroamentos foram registrados no último ano, contra 2.416 no ano de 2016, redução de 19,16%

Em 2017, o número de vítimas fatais em acidentes ocorridos nas rodovias federais foi reduzido. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), nos trechos sob a circunscrição do órgão, 190 pessoas morreram no ano passado. Em comparação com 2016, onde foram registrados 223 óbitos, o número simboliza uma redução de 14,7%.

O balanço realizado pela PRF, divulgado na noite da última segunda-feira (15), também aponta que os trechos da BR 116 e da BR 222 são os de maior prevalência de acidentes nas rodovias federais, con??gurando oito trechos entre os dez com mais registros.

O trecho compreendido entre o km 0 ao 11,8, da BR 116, é considerado o local com maior incidência, onde foram registrados 175 acidentes.

Conforme o responsável pelo Núcleo de Comunicação Social da PRF, Alexsandro Batista, o alto índice de ocorrências registradas se deve pelo alto fluxo de veículos na região, devido aos espaços estarem inseridos dentro de Fortaleza ou da Região Metropolitana.

"Nesses trechos há um perímetro urbano, pois nossa cidade se desenvolveu em cima desses pontos rodoviários”. O tráfego nessa área é trânsito de bairro, uma realidade totalmente diferente das rodovias. A circulação nas rodovias também denota maior liberdade para a questão da velocidade e pela quantidade reduzida de semáforo. Nessas condições, a acidentologia muda quando você analisa uma rodovia para a outra.

“Esse é um grande desafio para nós, e estamos tentando reverter", afirma Alexsandro. Apesar do problema constatado nestas regiões, o número de acidentes, assim como a gravidade dos mesmos, também demonstraram decréscimo em termos gerais. No total, 1.953 abalroamentos foram registrados no último ano, contra 2.416 no ano de 2016, redução de 19,16%. O número de feridos, entre lesões leves e graves também caiu com 1.792 registros em 2017 contra 2.182 no ano anterior, numa variação de 17,87%. O maior tipo de acidente grave registrado foi a colisão transversal, com 83 ocorrências.

Apesar das reduções, o número de fiscalizações também caiu. Em 2017, foram fiscalizados 216.893 veículos e 209.232 pessoas, sendo 3% e 5%, respectivamente, menores do que os números de 2016, onde foram abordados 224.301 veículos e 220.273 pessoas. Em contrapartida a redução nas ações, houve um maior número de infrações registradas. Em 2017 foram lavrados um total de 135.561 autos de infração -sendo 105.452 por excesso de velocidade -, valor 35% maior que os 100.246 do ano de 2016.

Alexsandro Batista aponta que a fiscalização, complementada à ação das autoridades, é essencial para prevenir infrações e, consequentemente, possíveis danos à saúde de condutores, passageiros e pedestres."Não há mais como se pensar em uma fiscalização sem a tecnologia a nosso favor. Os recursos avançam, junto com todas as políticas de excelência do mundo, seja através de monitoramento ou nos demais recursos. Para que se otimize os resultados e possamos garantir a preservação da segurança precisamos facilitar para quem vai fazer a fiscalização.

“Ainda há ações que requer a atuação do profissional, então todo o sistema atua para somar forças", ressalta Batista. Atualmente, a PRF conta com cinco delegacias, 14 Unidades Operacionais, sendo responsável pela fiscalização de 2.520 quilômetros de rodovias federais do estado do Ceará.

Crimes

No eixo de crimes de combate ao crime e repressão de ilícitos, a apreensão de drogas representou o maior crescimento, ao ter evolução de 1.348% (4.292.911 kg em 2017). O alto número pode ser explicado pela ação, realizada no dia 7 de maio último, que resultou na apreensão de cerca de quatro toneladas no município de Jaguaribe.

O número de veículos recuperados, adulterados e apreendidos também aumentou 245% (581 de 2017 conta 168). No total, 564 pessoas foram presas no ano passado, enquanto em 2016 foram contabilizados 484 autuações. Colaborou Fabrício Paiva

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Fonte: DIÁRIO DO NORDESTE 17/01/2018